Os estudos internacionais têm como objetivo fazer o diagnóstico do sistema educativo segundo padrões internacionais reconhecidos. Os resultados destes estudos são fundamentais para identificar processos de ensino e de aprendizagem que permitam melhorar o sistema educativo nacional, tendo por referência os sistemas educativos de outros países.

A equipa dos estudos internacionais articula com os consórcios promotores dos estudos (OCDE e IEA) a preparação dos materiais de teste, a criação do quadro de amostragem, a aplicação dos testes, a codificação dos itens de construção, a criação e a gestão de bases de dados e a análise dos resultados nacionais em estrita consonância com as normas definidas pelos consórcios promotores.

Os estudos internacionais de avaliação de alunos baseiam-se em métodos estatísticos de amostragem de larga escala, com geração de valores plausíveis que estimam os conhecimentos e as competências dos alunos que realizam os testes nos diferentes domínios avaliados. A seleção das escolas (agrupamentos ou escolas não agrupadas) e dos alunos em cada escola é feita sob um rigoroso controlo estatístico de amostragem aleatória multietapa.

A participação das escolas e dos seus alunos é voluntária. Os resultados obtidos não são usados individualmente para qualquer avaliação interna ou externa dos alunos ou das respetivas escolas. Os valores plausíveis, obtidos por amostragem de larga escala, estimam competências e conhecimentos de grupos de grande dimensão, e não de elementos individuais desses grupos.

O IAVE é a entidade responsável pela aplicação, em Portugal, dos estudos internacionais de avaliação de alunos.

Portugal participa nos estudos internacionais PISA, TIMSS 4.º ano, TIMSS Advanced, PIRLS, ePIRLS e ICILS.